O legado de Hal Singer

Morre aos 100 anos o saxofonista americano que trabalhou com Ray Charles e Billie Holiday, último sobrevivente masculino dos tumultos racistas de 1921 em Tulsa


Foto: © DR / Collection Gilles Pétard

A prefeitura de Chatou, comuna onde Hal Singer vivia há 20 anos, anunciou na última quinta-feira o falecimento do músico: "lamentamos informar sobre a morte de Hal Singer, ocorrida em 18 de agosto de 2020, aos 100 anos. Enfraquecido nos últimos anos, Singer morreu ao lado da mulher e da família", diz o comunicado, sem mais detalhe de sua causa morte.


Singer era um artista cuja própria existência se confundiu com a história da música afro-americana, do R&B ao jazz, e até com a própria história: sendo assim o último sobrevivente masculino dos tumultos racistas de 1921 em Tulsa. 



Em 70 anos de carreira, o saxofonista, nascido em 8 de outubro de 1919, em Tusla, Estados Unidos, gravou cerca de uma centena de álbuns, primeiramente em seu país natal e depois na França, onde se instalou em 1965, segundo a biografia publicada em seu site.


"Os anos foram bons para Hal. Ele traz para nós o impulso rítmico azul arrebatador do sudoeste com a sofisticação de Nova York e uma sopa de talento gaulês. As canções do cantor agradam os ouvidos, pois iluminam o coração, acalmam a alma e ajudam a manter a cabeça no lugar." (Ira Gitler, escritor, jornalista e crítico de jazz de NY)

Seu último álbum, “Challenge”, gravado com o saxofonista David Murray, foi lançado em 2010. Suas trilhas históricas foram compiladas em 2003 pela Classics sob o título “The Chronological Hal Singer 1948-1951”, e um documentário sobre sua história, Hal Singer, Keep the Music Going , foi dirigido por Guetty Felin em 1999. 


Conheça e ouça os hits desse artista que nos deixa, mas que fica marcado pela sua obra:


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