Fogo de Chão apresenta festival de jazz em São Paulo em uma mansão dos anos 40
- Jazz Mansion

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Atualizado: há 9 horas
Jazz Mansion 10 Anos ocupa mansão histórica nos dias 22 e 23 de agosto para celebrar os 10 anos da Jazz Mansion. Com mais de 30 edições, plataforma de música independente festeja a experiência ao vivo, o jazz e o improviso com mais de 40 artistas internacionais e nacionais.

A plataforma de música independente Jazz Mansion celebra dez anos de fomento à cena cultural com a realização da sua histórica 30ª edição em São Paulo, agendada para os dias 22 e 23 de agosto de 2026.
A celebração estabelece um diálogo entre as diversas vertentes do jazz, seus amantes e toda a atmosfera que a ocasião merece, encontrando o cenário ideal na icônica mansão do Nacional Club, no Pacaembu. O festival, consagrado por conectar o público à vanguarda da música instrumental, ocupa este patrimônio histórico para reunir mais de 40 artistas nacionais e internacionais numa experiência viva de improviso, arte, arquitetura e gastronomia. O evento conta com o patrocínio de Fogo de Chão e iFood.

Projetada pelo arquiteto Jacques Pillon na década de 1940 para o banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro, a imponente propriedade que hoje acolhe o Nacional Club foi fundado em 1958 e abre suas portas para uma verdadeira imersão. Longe de ser um mero cenário, sua arquitetura clássica — emoldurada por jardins exuberantes com as assinaturas de Burle Marx e Di Cavalcanti — pulsa em total sintonia com a dinâmica do evento. Nela, o público é convidado a caminhar por espaços integrados que equilibram perfeitamente o charme da história com o frescor da nova música autoral.
A curadoria valoriza o intercâmbio cultural e a música instrumental independente, costurando artistas renomados e novas promessas, promovendo escutas, trocas e novas conversas, porque todos são bem-vindos ao clube.
O Festival de jazz em São Paulo integra dez ambientes com shows e experiências em salões, biblioteca com feira de vinil, sala de leitura para talks e palestras, batalhas de breaking e sapateado e experiências gastronômicas exclusivas.
Dez ambientes de imersão e experiências exclusivas
A Jazz Mansion transformou os múltiplos espaços da propriedade para criar uma jornada multissensorial completa. No piso térreo, os salões revestidos por imponentes painéis de madeira e adornados com esculturas clássicas ganham uma atmosfera calorosa, sob a luz dourada de grandes lustres de cristal que dividem espaço com a energia vibrante do público e os novos ritmos.
É nessa ala que os visitantes encontram a biblioteca com a feira de vinil e as salas dedicadas aos talks com artistas e personalidades. Já o piano bar oferece o recolhimento necessário para quem busca uma escuta atenta e intimista, com o músico e o instrumento no centro dos olhares. Subindo as escadarias, o pavimento superior revela salas exclusivas e o famoso banheiro social em mármore, que preserva o fascínio da época.
A transição para a área externa acontece de forma natural pelos grandes arcos da fachada. Nos jardins projetados por Burle Marx e Di Cavalcanti, a calçada de mosaicos portugueses conduz o público até os lounges ao redor da piscina, banhados pela luz natural do dia e transformados por uma iluminação cênica ao cair da noite. É nesse ambiente ao ar livre que se instala o espaço gastronômico assinado por iFood e Fogo de Chão, onde o aroma e o domínio do preparo ao fogo completam os sentidos, unindo o sabor do churrasco à descontração de um festival que celebra o encontro.
Curadoria e valorização da música independente
Com um histórico de 29 edições em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro, a curadoria da Jazz Mansion reforça e aposta no intercâmbio cultural como suporte a talentos da música autoral que ainda enfrentam os desafios da distribuição digital contemporânea.
"As plataformas de streaming deixaram a competição ainda mais desigual. Se antes era possível vender CDs para sustentar o trabalho, hoje o que resta para a maior parte dos artistas no streaming são centavos por play. Artistas com trabalhos autorais magníficos não chegam ao público sedento por novidades porque o algoritmo não os entrega. A Jazz Mansion une estes dois polos: quem quer ser escutado e quem quer escutar",
Dennis Vianêz, idealizador do projeto.
Destaques internacionais: do Blues do Mississippi ao Hip-Hop de Nova Iorque
O headliner do festival é o cantor e compositor Greg Banks. Nascido em Nova Orleans e graduado em canto clássico pela Xavier University, o artista teve sua vocação visceralmente moldada após sobreviver ao Furacão Katrina, em 2005. Tendo perdido a casa de sua família no desastre, ele encontrou na música o suporte para superar a crise e a transformou em uma ferramenta de resiliência e esperança.

Mais tarde, mudou-se para Nova Iorque para expandir seu alcance artístico. Foi lá que, em 2020, diante do fechamento global das casas de shows na pandemia, Banks idealizou a aclamada série Concert on the Block. Ao transformar esquinas, praças do Brooklyn, a Union Square e estações de metrô em palcos de acolhimento e conexão urbana, ele conquistou notoriedade global com seu estilo único "AfroSoul". Hoje, suas apresentações públicas e performances em palcos internacionais propõem uma poderosa reflexão sobre a humanidade e a transformação coletiva diante de cenários de crise.
Também de Nova Iorque, Andy Blanc, criador do conceito ImpossibleOdds' Gentleman Hip-Hop — algo como "hip-hop cavalheiresco" —, traz seu som que une a energia da cultura urbana norte-americana à sofisticação instrumental. Trata-se de um trabalho autoral marcante, com raízes fincadas no hip-hop clássico da era de ouro. O artista retorna à Jazz Mansion especialmente para a festa de 10 anos, apresentando ao público uma fusão refinada de jazz, música clássica e hip-hop.

Representando as raízes mais profundas do género, a cantora Iretta Sanders — artisticamente conhecida como Queen Iretta — carrega na sua trajetória a essência mais autêntica do blues do sul dos Estados Unidos. Com uma carreira que começou na igreja, a artista rapidamente conquistou espaço nas tradicionais juke joints entre Memphis e Clarksdale — locais históricos fundamentais para a gênese do estilo.
Atualmente, Queen Iretta é presença frequente no lendário Ground Zero Blues Club, a tradicional casa de blues que tem como sócio o ator Morgan Freeman. Para esta apresentação especial de 10 anos da Jazz Mansion, ela sobe ao palco ao lado dos guitarristas The Simi Brothers, resgatando com fidelidade a energia histórica e a atmosfera visceral dessas icónicas tabernas musicais.

A força e a identidade do Jazz nacional
A cena brasileira ganha destaque com o quarteto carioca Sweet Jazz, que promove a democratização da música instrumental ao fundir o jazz com vertentes urbanas contemporâneas como o trap e o funk. A banda surgiu com os músicos se encontrando como artistas de rua e é conhecida por suas releituras inovadoras, transformando músicas pop, funk e sucessos do rap em arranjos com ares de lounge e improvisações jazzísticas.

Já a Banda Nova Malandragem, orquestra de matriz afro-brasileira une a herança dos bailes de samba-rock à harmônica jazzística, criando uma linha de continuidade entre os mestres do gênero e a nova escola instrumental. A big band nasceu nas periferias da região metropolitana paulista a partir de uma iniciativa de educação musical voltada a estudantes de escolas públicas na Escola do Auditório Ibirapuera, referência no fomento à música sediada no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer. Essa vivência permitiu ao grupo desenvolver uma pesquisa aprofundada sobre a produção artístico-musical da diáspora afro-brasileira, explorando um território historicamente pouco difundido nos conservatórios tradicionais.

A transição para as pistas é comandada pela Ebbe Brass, cuja grande inspiração vem do movimento global de techno marching bands, com forte influência do aclamado grupo alemão MEUTE. A banda captura a energia hipnótica das pistas de dança e substitui os sintetizadores e picapes por uma sessão de metais (trompetes, trombones e saxofones) com o som "estralando". Alinhando esse brilho acústico a uma cozinha percussiva e uma bateria pesada, o grupo dita o ritmo constante do four-on-the-floor — o famoso pulso "tum-dum-tum-dum" da música eletrônica —, criando uma experiência corporal e magnética no festival.
Outro ponto alto da programação é o projeto Pre7 convida Jamah. O septeto nasceu com o propósito de homenagear o legado do trompetista norte-americano Roy Hargrove e o seu icônico projeto The RH Factor — que marcou os anos 2000 ao revolucionar a fusão entre jazz, hip-hop, soul e funk. Fazendo jus à sua matriz conceitual, o grupo traz um som visceral focado no groove e na improvisação.
Nesta apresentação especial, os músicos celebram o lançamento do single "Introducing Pre7" (Analog Heroes Session) e dividem o palco com a cantora Jamah. Finalista do The Voice Brasil e ex-integrante da banda do programa Altas Horas, ela impõe o seu timbre poderoso e presença de palco marcante numa performance que transita com naturalidade entre o R&B contemporâneo e o pop.

Completando a experiência sonora, os sets especialíssimos dos DJs Léo Lucas e Luísa Viscardi.
SÁBADO 22/08
Salão Principal:
15h–16h: DJ Léo Lucas (abertura)
17h: Banda Nova Malandragem
18h: DJ Luísa Viscardi + Batalha de Breaking (Discípulos do Ritmo)
19h: Pre7 convida Jamah
20h: DJ Luísa Viscardi
21h: Queen Iretta & The Simi Brothers (Mississippi, EUA)
Jazz Experience — Piso Nobre: Andy Blanc (Nova York, EUA) e convidados (13h–21h)
Feira de Vinil — Biblioteca (12h–21h)
Talks — Sala de Leitura (13h–20h)
Piano ao vivo — Bar (13h–20h)
DOMINGO 23/08
Salão Principal:
15h–16h: DJ Léo Lucas (abertura)
17h: Ebbe Brass
18h: DJ Luísa Viscardi + Batalha de Sapateado (Marcello Santos)
19h: Sweet Jazz
20h: DJ Luísa Viscardi
21h: Greg Banks (Nova York, EUA)
Jazz Experience — Piso Nobre: Andy Blanc e convidados (13h–21h)
Feira de Vinil — Biblioteca (12h–21h)
Talks — Sala de Leitura (13h–20h)
Piano ao vivo — Bar (13h–20h)
Jazz Mansion: uma década de fomento e a força da comunidade em festival de jazz de São Paulo.
Fundada em 2016 com o propósito de ambientar o gênero musical em casarões históricos e patrimônios subutilizados de São Paulo, a Jazz Mansion consolidou-se como uma das principais plataformas de música independente, comunidade e experiências multi artísticas do país. Ao longo de uma década de atuação, a marca soma 29 edições na capital paulista e 3 no Rio de Janeiro, transformando a relação do público com o jazz e suas vertentes urbanas.
Hoje, o ecossistema se mantém vivo por meio de programações contínuas com duas residências semanais ativas: o Toda Terça Um Jazz (no Bourbon Street Music Club), o Caju Jazz Nights (no JW Marriott) e um modelo de recorrência através do Jazz Mansion Club, clube de benefícios que conecta a comunidade de apaixonados pelo ritmo. Hoje, a plataforma reúne cerca de 100 mil seguidores no Instagram (@jazzmansion) e uma comunidade de assinantes pagantes (R$ 30/mês via Hubla). A assinatura garante acesso vip em shows de jazz ao vivo todas as semanas.
"O clube de assinantes é onde o projeto vive de verdade. Toda semana a gente cria um ponto de encontro do jazz em São Paulo. No grupo há uma troca constante: novos amigos sendo feitos, casais que se conheceram ali... Isso aconteceu porque as pessoas encontraram um lugar onde finalmente se reconhecem", conclui Dennis Vianêz.
Para atrair, convidar novos membros e também informar os que já participam do clube, a plataforma também oferece uma newsletter, a JAM. Grátis, sem frequência fixa, enviada com “só jazz quando tiver algo bom pra contar”, apresenta conteúdos sobre a programação de jazz em SP, histórias da cena e sorteio de ingressos VIPs toda semana.
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Mais sobre a Jazz Mansion:
Fundada em 2016 com o propósito de ambientar o gênero musical em casarões históricos e patrimônios subutilizados de São Paulo, a Jazz Mansion consolidou-se como uma das principais plataformas de música independente, comunidade e experiências multi artísticas com 29 edições realizadas em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro. Ao longo de uma década de atuação, a marca expandiu seu ecossistema para além dos eventos físicos, mantendo formatos contínuos de curadoria semanal como o Toda Terça Um Jazz (Bourbon Street Music Club), o Caju Jazz Nights (JW Marriott) e um robusto modelo de recorrência por meio do selo Jazz Mansion Club.
Mais sobre Fogo de Chão
O Fogo de Chão é um restaurante de renome internacional que permite que seus clientes descubram uma novidade a cada instante. Fundada no sul do Brasil em 1979, transformou a tradicional arte secular de preparo do churrasco em um descobrimento de experiência gastronômica cultural. As unidades oferecem cardápios diferenciados para todas as horas do dia, incluindo almoço, jantar e eventos para grupos sociais ou corporativos, além do serviço completo de catering. Atualmente a rede possui mais de 122 lojas em todo o mundo, incluindo países como o Brasil, Estados Unidos, México, Europa e Oriente Médio. Mais informações em: fogodechao.com.br e @fogodechaobr
Serviço – Festival Jazz Mansion 10 anos em São Paulo
Evento: Jazz Mansion 10 anos
Datas: 22 e 23 de agosto de 2026
Horário: 12h às 22h
Local: Nacional Club (Rua Angatuba, 703 — Pacaembu — São Paulo/SP)
Capacidade: 1.000 pessoas por dia
Ingressos: feverup.com/m/669611 (a partir de R$ 128 para membros do Club)
Ingressos: Disponíveis oficialmente pela plataforma Fever, com lotes crescentes.
Onde comprar: Garanta suas entradas diretamente no Site Oficial da Fever.
Assinantes do Clube Jazz Mansion possuem desconto exclusivo nos ingressos.
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