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Conciso e bem-humorado, livro compila biografias de gênios do jazz, do blues, do soul e da bossa

Mais de uma centena de grandes nomes da música, estão em "O Mínimo Essencial" de Eduardo Rodrigues, um aficionado por jazz, blues, soul e todas as variantes da música negra



O que seria da nossa vida sem “all that jazz” da Nina Simone ou, para os mais jovens, o soul rascante de Amy Winehouse, não é mesmo? Sem o som e a fúria do oceano de paixões dilaceradas por Tim Maia ou a rouquidão dos pecados regados a uísque e cigarros de Tom Waits?


Nada seria como antes sem a trilha sonora de nossas vidas, resume o jornalista gaúcho Eduardo Rodrigues. Ele é um aficionado por jazz, blues, soul e todas as variantes da música negra, aí incluídos acordes de rock, samba e suas variáveis refinadas, como a bossa nova. Pois, em seu sexto livro, Rodrigues decidiu nos presentear com uma pequena e despretensiosa enciclopédia sobre os grandes gênios musicais que passaram pela sua vida – e pelas nossas.


"Quem não gosta de jazz pode ser um bom sujeito, mas não sabe o que está perdendo. O Eduardo Rodrigues ama o Jazz (e o Rock, e os Blues, e o Samba, e o etcetera) e este livro é sobre sua paixão, que ele e o ilustrador Alexandre Oliveira compartilham com o público, mesmo ruins da cabeça ou doentes do pé. O amor deles é contagiante." (Luis Fernando Veríssimo)

Pequena, mas genial obra. Em O Mínimo Essencial – Duas ou Três Coisas que Sei e Outras que os Gênios da Música me Ensinaram, Rodrigues descreve a personalidade e a trajetória dos grandes intérpretes do cancioneiro de origem negra dos séculos 20 e 21. São 124 músicos, cantores e compositores . O diferencial é que tudo está condensado em 143 páginas.



Rodrigues, ele próprio um estudioso de música, especialmente de trompete, se impôs o desafio de biografar seus ídolos de modo minimalista. Cada um recebeu de dois a quatro parágrafos, muitos dos quais escritos de forma poética, irônica, quase como versos de um hai-kai japonês e descritos em poucas linhas — às vezes, numa única frase — seus heróis musicais: de Aaron Diehl a Wes Montgomery, de B. B. King a Willie Dixon, de Beatles a Tom Waits, de Al Green a Tim Maia, de Cartola a Tom Jobim. Estrelas de um céu sempre azul que aparecem em ordem alfabética como se fossem verbetes de um dicionário musical.


O texto conciso vem acompanhado do traço de Alexandre Oliveira, que criou 25 ilustrações de artistas que dispensam apresentações; gênios que eternizaram suas vozes e o som de seus instrumentos na formação da melhor trilha sonora do século 20. Não à toa, o autor acrescenta na parte final do livro uma playlist para acompanhar a leitura em boa companhia.


O livro está à venda na Livraria Bamboletras (@bamboletras).


Eduardo Rodrigues (à direita) no lançamento de seu outro livro: Negras Melodias



Sobre o autor


Edurardo Rodrigues, 53 anos, é jornalista, editor e escritor. Trabalhou por 14 anos no Grupo RBS como repórter do jornal Diário Gaúcho. Passou ainda pelas redações do Correio do Povo (Grupo Record) e dos jornais NH e ABC Domingo (Grupo Sinos), além de colaborar, na década de 1990, com o tabloide International Magazine, publicação carioca especializada em música e de circulação nacional.


Créditos: GZH

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