30 de abril

dia internacional do jazz

Jornalista cearense cria perfil discográfico do Choro no Instagram

Também músico, Felipe Araújo tem comentado, desde o dia 1º de Janeiro, uma sequência de 365 discos do gênero musical


Felipe (ao centro, com o pandeiro), Felipe Bastos (bandolim) e Ribamar Freire (violão de 7 cordas)

* Texto abaixo é reproduzido do Diário do Nordeste e escrito por Felipe Gurgel

Créditos: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/jornalista-cearense-cria-perfil-sobre-a-discografia-do-choro-no-instagram-1.3030182


Quando se fala em uma "típica música brasileira", a tradição normalmente envolve obras letradas. No entanto, seguindo no contrafluxo do gosto de boa parte dos ouvintes no País, o choro - e sua verve instrumental - se consolidou como parte dessa raiz e não pára de revelar admiradores e musicistas fieis ao gênero.


Um deles é o jornalista, músico e pesquisador musical Felipe Araújo (43). Colecionador do repertório "chorão", ele decidiu escrever, durante todos os dias de 2021, sobre 365 discos de choro para o perfil no Instagram @calendariodochoro.


"O choro sempre consegue criar seus espaços de agregação e divulgação, porque é um ritmo que tem uma relação profunda com a alma brasileira, com uma alegria tipicamente nossa, sofisticada, acolhedora e encantadora", qualifica Felipe Araújo.

Com a ideia, Felipe quer divulgar a cultura do choro. Especialmente, os discos do gênero, "que são portas de acesso importantes para esse universo musical tão rico e fascinante. Sou um tipo de ouvinte que se guia muito pelas referências discográficas. É assim que costumo me orientar por dentro dos gêneros musicais que acompanho, como o samba, o jazz e, claro, o choro", observa.


A disposição ainda tem a intenção de disciplinar a escrita do autor, publicando uma resenha a cada dia, e trazer visibilidade ao choro pelas redes sociais - hoje mais acessíveis para o público em geral, do que os blogs ou sites especializados.



Os discos comentados integram a coleção de Felipe, entre CD, LPs e os arquivos digitais. Para o jornalista, a relevância do gênero foi construída desde a infância. Descobria obras pela discoteca do pai e, mais tarde, como músico, se reaproximou do samba e mergulhou, também, na obra do choro - guiado pela assinatura de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth, dentre outros.


"Ao mesmo tempo, a partir das rodas de samba, fui convivendo com músicos que também transitavam nas rodas de choro de Fortaleza, caso de Luiz José, David Gouveia, Chiquinho do Cavaco e Giltácio Santos", detalha Felipe Araújo.

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